"Não se pode olhar apenas o que nos mostram, deve-se buscar conhecer a região para que se possa realmente julga-la”
Manoel Flavio Ribeiro Duarte - Professor de Geografia do bairro Flexal II
sexta-feira, 29 de junho de 2007
Histórico
Nas décadas de 60, 70 e 80 juntamente com o avanço do café no desenvolvimento industrial, o bairro Flexal II do município de Cariacica, surge através de uma ocupação do acúmulo de pessoas, ou seja, houve uma invasão, ocupação ilegal. O bairro hoje possui em média cercas de 9 mil moradores e tem como um dos primeiros moradores o Sr. Antônio Bernardino Xavier, sendo ele também dono do primeiro comércio do bairro e logo após vereador do mesmo.
Informações obtidas através de entrevista com o professor Manoel Flávio Ribeiro Duarte que leciona Geografia que mora no bairro e fez sua monografia sobre o bairro Flexal II.
Informações obtidas através de entrevista com o professor Manoel Flávio Ribeiro Duarte que leciona Geografia que mora no bairro e fez sua monografia sobre o bairro Flexal II.
Criminalidade
Existe aquele pré-conceito de que todo pobre carente é bandido, então a comunidade deve estimular os jovens para que eles revertam essa realidade. O que se lê nos jornais muitas vezes não é o que acontece nos bairros. Só se divulga os pontos negativos e as coisas boas não interessam a mídia. Somente os moradores do bairro sabe os projetos sociais e culturais que existem para tirar os jovens da criminalidade. O governo contribui para que essas áreas de pobreza continuem se multiplicando quando não constrói escolas, creches e áreas de lazer para maior socialização dos moradores.
Informações obtidas através de entrevista com o professor Manoel Flávio Ribeiro Duarte que leciona Geografia que mora no bairro e fez sua monografia sobre o bairro Flexal II.
Área de lazer
Carência de opções de lazer. A falta de locais onde as pessoas da comunidade possam interagir contribui para que um vizinho não conheça o outro.
Entrevista líder comunitário Flexal II
Entrevista líder comunitário Flexal II
Foi realizada uma entrevista com o líder comunitário de Flexal II, seu nome é Abelar Correia Neto e está em exercício desde maio de 2006, sendo que a associação existe desde 1983, administrada pelo morador do bairro Edson. Relata que nos primeiros anos da associação o bairro não possuía ônibus coletivo, iluminação pública... Nada. Posteriormente veio com o mandato o líder Ailton Pereira que administrou por um período de 8 anos, e que também não houve muito avanço. Com isso a população interveio e resolveram montar uma chapa para concorrer à vaga da presidência. Abelar conseguiu ganhar com uma quantidade de voto muito acima do esperado.
Os objetivos do bairro segundo o líder é a melhoria do bairro como: pavimentação, creches, saúde e drenagem de esgoto. Mas para que essas melhorias sejam feitas, precisam de ajuda da prefeitura, pois a administração não tem recursos para que todas essas obras sejam realizadas. Diz também, que a prefeitura só começou a ajudar nas obras do bairro este ano, pois nos anos anteriores, o mesmo não havia realizado nenhuma obra pública para o bairro.
A associação Comunitária de Flexal II não tem fins lucrativos, pois não possuem nenhum tipo de recurso para que as melhorias que a população exige sejam cumpridas. O líder relata também sobre uma inauguração de uma escola “Rosalina Marques” o prezinho titulado assim pela população, que irá acontecer no dia 20 de junho de 2007. Segundo Abelar foi o que a prefeitura fez de melhor até o presente momento para o bairro.
Abelar finaliza a entrevista dizendo que, é muito difícil falar sobre o próprio bairro por ser violento, segundo ele as pessoas têm que saber como fala e como anda, pois nada adianta procurar tanta melhoria para o bairro, porque algumas pessoas podem entender de uma maneira totalmente diferente sobre a ação que o líder tem perante a sociedade local. Faz agradecimentos a população em geral e ainda citou alguns nomes, que são aqueles moradores mais velhos que mostram um interesse maior para a melhoria da qualidade de vida da população de Flexal II.
Foi realizada uma entrevista com o líder comunitário de Flexal II, seu nome é Abelar Correia Neto e está em exercício desde maio de 2006, sendo que a associação existe desde 1983, administrada pelo morador do bairro Edson. Relata que nos primeiros anos da associação o bairro não possuía ônibus coletivo, iluminação pública... Nada. Posteriormente veio com o mandato o líder Ailton Pereira que administrou por um período de 8 anos, e que também não houve muito avanço. Com isso a população interveio e resolveram montar uma chapa para concorrer à vaga da presidência. Abelar conseguiu ganhar com uma quantidade de voto muito acima do esperado.
Os objetivos do bairro segundo o líder é a melhoria do bairro como: pavimentação, creches, saúde e drenagem de esgoto. Mas para que essas melhorias sejam feitas, precisam de ajuda da prefeitura, pois a administração não tem recursos para que todas essas obras sejam realizadas. Diz também, que a prefeitura só começou a ajudar nas obras do bairro este ano, pois nos anos anteriores, o mesmo não havia realizado nenhuma obra pública para o bairro.
A associação Comunitária de Flexal II não tem fins lucrativos, pois não possuem nenhum tipo de recurso para que as melhorias que a população exige sejam cumpridas. O líder relata também sobre uma inauguração de uma escola “Rosalina Marques” o prezinho titulado assim pela população, que irá acontecer no dia 20 de junho de 2007. Segundo Abelar foi o que a prefeitura fez de melhor até o presente momento para o bairro.
Abelar finaliza a entrevista dizendo que, é muito difícil falar sobre o próprio bairro por ser violento, segundo ele as pessoas têm que saber como fala e como anda, pois nada adianta procurar tanta melhoria para o bairro, porque algumas pessoas podem entender de uma maneira totalmente diferente sobre a ação que o líder tem perante a sociedade local. Faz agradecimentos a população em geral e ainda citou alguns nomes, que são aqueles moradores mais velhos que mostram um interesse maior para a melhoria da qualidade de vida da população de Flexal II.
Saúde
Saúde
O tema saúde é tratado como assunto de maior interesse para a população, assim não é diferente em Flexal II, pois a comunidade é ativa quando se trata deste problema, mesmo que as condições sejam mínimas.
Dos vários programas que acontece no município de Cariacica, alguns deles são realizados no bairro. Como exemplo existe o PACS - Programa de Agente Comunitário de Saúde, que leva informações à população referente a assuntos sobre prevenção de doenças e que de mês em mês visita as casas dos moradores para manter esse controle. Também realizam no auditório da unidade de saúde palestras sobre prevenção e distribuição de camisinhas.
O PSF – Programa Saúde Família, também é presente no bairro. È um programa parecido com o PACS, só que é um serviço mais aprimorado, pois tem médicos a disposição para a população. As doenças predominantes no bairro são Diabetes e Hipertensão. O fluxo de natalidade é grande, mesmo que este controle do PACS e PSF seja ativo. O índice de mortalidade é raro no bairro.Uma preocupação alarmante seria em relação à gravidez na adolescência, que tem uma taxa muito elevada. É preocupante, pois existem programas que ajudam as pessoas nesse caso, estão presente para que este tipo de problema não aconteça. Acreditamos que falta ainda o interesse de uma parte da população local, para que possam participar mais ativamente nas palestras que acontecem no bairro com freqüência.
O tema saúde é tratado como assunto de maior interesse para a população, assim não é diferente em Flexal II, pois a comunidade é ativa quando se trata deste problema, mesmo que as condições sejam mínimas.
Dos vários programas que acontece no município de Cariacica, alguns deles são realizados no bairro. Como exemplo existe o PACS - Programa de Agente Comunitário de Saúde, que leva informações à população referente a assuntos sobre prevenção de doenças e que de mês em mês visita as casas dos moradores para manter esse controle. Também realizam no auditório da unidade de saúde palestras sobre prevenção e distribuição de camisinhas.
O PSF – Programa Saúde Família, também é presente no bairro. È um programa parecido com o PACS, só que é um serviço mais aprimorado, pois tem médicos a disposição para a população. As doenças predominantes no bairro são Diabetes e Hipertensão. O fluxo de natalidade é grande, mesmo que este controle do PACS e PSF seja ativo. O índice de mortalidade é raro no bairro.Uma preocupação alarmante seria em relação à gravidez na adolescência, que tem uma taxa muito elevada. É preocupante, pois existem programas que ajudam as pessoas nesse caso, estão presente para que este tipo de problema não aconteça. Acreditamos que falta ainda o interesse de uma parte da população local, para que possam participar mais ativamente nas palestras que acontecem no bairro com freqüência.
Educação
Educação
Grande parte das crianças do bairro estão matriculadas nas escolas que possuem no bairro, porém, segundo o Educação Jovens Adultos – EJA , mostra que houve uma evasão escolar no ano de 2006. Isso está atrelado a vários motivos como: muitos alunos deixam de estudar por precisar de trabalhar, para manter o sustento da família. Há relatos de famílias que impressionam, dizendo que há pais que não deixam seus filhos estudarem pelo mesmo motivo, trabalho.
O bairro possui duas escolas, na qual duas são municipais e uma estadual. Contudo as escolas municipais vão da pré-escola à 8ª série. O nível de escolaridade da população é de nível fundamental incompleto e o índice de analfabetismo é preocupante.
A carência de atividades culturais, lazer e entretenimento fazem com que os problemas relacionados com a educação se agravem cada vez mais, e este tipo de problema é freqüente no bairro. No documento do EJA é relatado que os professores se sentem desanimados em dar aulas por falta de materiais, a baixa freqüência dos alunos, crime, desemprego e frustração, acabam agravando ainda mais o problema. Também seria interessante ressaltar que os professores são todos graduados e alguns possuem uma pós graduação.
Como exemplo da falta de infra-estrutura, pode citar a Escola Municipal de Ensino Fundamental Martin Lutero, que foi municipalizada em 2006.É uma instituição carente que não possui uma biblioteca para seus alunos, porém possui um laboratório de informática estruturado pela prefeitura, mostrando que a inclusão digital se avança num ritmo lento, já que em muitas escolas de outros municípios vizinhos possuem computadores ligados a rede virtual e as máquinas são em maior quantidade.
Grande parte das crianças do bairro estão matriculadas nas escolas que possuem no bairro, porém, segundo o Educação Jovens Adultos – EJA , mostra que houve uma evasão escolar no ano de 2006. Isso está atrelado a vários motivos como: muitos alunos deixam de estudar por precisar de trabalhar, para manter o sustento da família. Há relatos de famílias que impressionam, dizendo que há pais que não deixam seus filhos estudarem pelo mesmo motivo, trabalho.
O bairro possui duas escolas, na qual duas são municipais e uma estadual. Contudo as escolas municipais vão da pré-escola à 8ª série. O nível de escolaridade da população é de nível fundamental incompleto e o índice de analfabetismo é preocupante.
A carência de atividades culturais, lazer e entretenimento fazem com que os problemas relacionados com a educação se agravem cada vez mais, e este tipo de problema é freqüente no bairro. No documento do EJA é relatado que os professores se sentem desanimados em dar aulas por falta de materiais, a baixa freqüência dos alunos, crime, desemprego e frustração, acabam agravando ainda mais o problema. Também seria interessante ressaltar que os professores são todos graduados e alguns possuem uma pós graduação.
Como exemplo da falta de infra-estrutura, pode citar a Escola Municipal de Ensino Fundamental Martin Lutero, que foi municipalizada em 2006.É uma instituição carente que não possui uma biblioteca para seus alunos, porém possui um laboratório de informática estruturado pela prefeitura, mostrando que a inclusão digital se avança num ritmo lento, já que em muitas escolas de outros municípios vizinhos possuem computadores ligados a rede virtual e as máquinas são em maior quantidade.
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